Stablecoins na Infraestrutura Financeira: Transformando Pagamentos Globais, Liquidação e Mercados de Capitais

Infraestrutura de pagamentos global, liquidação DVP e mercados de capitais

Fecha: 18/03/2026
11:30h. - 12:10h.
Lugar: MERGE Stage

Gravação completa de 18/03/2026 em MERGE Stage. Também disponível no YouTube.

Stablecoins na Infraestrutura Financeira: Transformando Pagamentos Globais, Liquidação e Mercados de Capitais

Hook

As stablecoins estão entrando em estágios iniciais de se tornarem infraestrutura financeira core, já movimentando trilhões de dólares anualmente em escala global. Segundo dados 2024-2025, volume de pagamentos B2B em stablecoins mais que duplicou, impulsionado por adoção institucional em mercados emergentes como Brasil, onde representam ferramentas críticas de sobrevivência financeira.

O que você aprenderá

  • Tokenização de ativos: Como instrumentos financeiros se movem on-chain, requerendo dinheiro tokenizado e stablecoins para liquidação DVP (Delivery versus Payment).
  • Benefícios de velocidade e eficiência: Liquidação 24/7, movimento instantâneo de dinheiro sem intermediários, e redução dramática de custos operacionais.
  • Casos de uso retail: Para usuários em economias de moedas fracas, stablecoins representam proteção de valor e acesso a infraestrutura de pagamentos global.
  • Infraestrutura de mercados secundários: Repos, clearing e liquidação de ativos tradicionais otimizados via blockchain e stablecoins.
  • Integração com sistemas legacy: Como conectar blockchain com sistemas tradicionais como Pix mantendo experiência familiar ao usuário.
  • Casos de uso institucionais: Prime brokerage, gestão de tesouraria, e gestão de colateral em mercados de capitais com APY ranges de 3-50%+ dependendo da classe de ativo.

Resumo da sessão

Estágios de adoção institucional: Segundo análise de instituições financeiras globais incluyendo BTG Pactual, Visa e provedores de infraestrutura, stablecoins estão em estágios iniciais de adoção mainstream. Stripe e Western Union realizaram investimentos significativos em stablecoins como riels de pagamento alternativos ao banking tradicional, indicando confiança institucional na tecnologia.

Benefícios de mercado wholesale: O mercado repo global move trilhões diariamente. Através de tokenização blockchain e stablecoins, transações que hoje são overnight podem executar intraday, desbloqueando capital preso em ciclos de liquidação lenta. Instituições de custódia bancária validaram este modelo.

Convergência de pagamentos retail e wholesale: Enquanto retail vê stablecoins como ferramenta de sobrevivência financeira (proteção contra inflação), instituições veem oportunidade de transformar processos pós-trade. Ambos segmentos requerem mesma infraestrutura base: dinheiro digital estável, 24/7, sem fricções.

Infraestrutura de pagamentos invisível: A visão é usuários finais não saberem qual blockchain ou stablecoin específico usam. Empresas como Redpay e B2C2 já têm soluções em produção que trocam múltiplas stablecoins (USDT, USDC, USDG, PYUSD, BRL1) a taxas FX melhores que intermediários locais, com liquidação instantânea.

Propriedades únicas de programabilidade: Diferente de dinheiro tradicional, stablecoins permitem software rodar em cima delas. Casos de uso emergentes incluem marketing direcionado via micro-transações programáveis e underwriting melhorado através de análise de wallet em tempo real.

Assista ao painel completo

Gravação disponível no YouTube - MERGE Madrid 2025: Painel de stablecoins como infraestrutura financeira com participantes de BTG Pactual, Visa, Redpay e B2C2.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre stablecoins como bridge a fiat versus como moeda de liquidação final?
Em mercados desenvolvidos, stablecoins principalmente facilitam transferência de valor. Em mercados emergentes, também funcionam como store of value quando moeda local é volátil. A longo prazo, tendência é para stablecoins nativas em cada moeda (BRL1 no Brasil, por exemplo).

Como governos regulam stablecoins sem frear inovação?
Modelos emergentes requerem: (1) licenças para emissores de stablecoins, (2) padrões de proteção ao consumidor (segregação de fundos, auditorias mensais), (3) compliance anti-lavagem, (4) interoperabilidade entre blockchains. Brasil e países de LatAm avançando marcos regulatórios específicos.

A que velocidade instituições estão adotando estas tecnologias?
Segundo dados 2024-2025, volume B2B em stablecoins duplicou ano a ano. Brasil lidera crescimento em LatAm, com instituições incluindo bancos tier-1, fintech e provedores de serviços de pagamento adotando RLUSD, USDC e soluções locais para operações cross-border.

Moderador
Mariana Maria, Journalist em EXAME
Web3 | Metaverse | NFTs | Crypto | Digital Assets | Blockchain | Extended Reality